Logo todos cantaram as músicas e faltava apenas uma música para acabar as apresentações, a minha última música. Miley tinha cantado com seu pai, uma música chamada "I Learned From You". Joseph cantou a música "I'm Sorry," aquela que Miles tinha me mostrado em um dia que ela foi me visitar a reabilitação. Então, para encerrar, a diretora me chamou.
Diretora: Então, para encerrar nossas apresentações. Com uma música chamada "For The Love Of A Daughter", aplausos para Demetria Devonne Lovato. - ela falou e todos me aplaudiram. Eu sorri e subi no palco. Peguei meu violão, comecei a tocar e á cantar. Essa música eu dizia tudo o que sentia sobre o meu pai biológico, se aquilo pode se chamar de pai. Eu vi o meu verdadeiro pai, Eddie, na platéia com a minha mãe e minhas irmãs. Eles sorria para mim enquanto me ouviam cantar a música. Eddie sim, era um verdadeiro pai para mim. Minha mãe me olhava orgulhosa. Eles só sabiam sorrir, enquanto eu cantava a música. É a primeira vez que eles ouvem eu cantando essa música. Eles sabiam que eu tinha escrito uma música sobre o meu pai biológico, mais nunca ouviram eu cantar. -
Demi: Four years old (Quatro anos de idade)
With my back to the door (Com minhas costas na porta)
All I could hear (Tudo o que eu conseguia ouvir)
Was the family war (Era a guerra da família)
Your selfish hands (Suas mãos egoístas)
Always expecting more (Sempre esperando mais)
Am I your child (Sou sua filha)
Or just a charity award (Ou apenas um prêmio de caridade?)
You have a hollowed out heart (Você tem um coração oco)
But it's heavy in your chest (Mas é pesado em seu peito)
I've tried so hard to fight it but it's hopeless (Eu tento tanto lutar mais não tem jeito)
Hopeless (hopeless) (Não tem jeito (não tem jeito))
You're hopeless (Você não tem jeito)
Oh father (Oh, pai)
Please, father (Por favor, pai)
I'd love to leave you alone (Eu adoraria te deixar sozinho)
But I can't let you go (Mas não consigo te deixar partir)
Oh father (Oh pai)
Please, father (Por favor, pai)
Put the bottle down (Deixe a garrafa de lado)
For The Love Of A Daughter (Pelo amor de uma filha)
It's been five years (Já faz cinco anos)
Since we've spoken last (Desde que nos falamos pela última vez)
And you can't take back (Você não consegue retirar)
What we never had (O que nunca tivemos)
Oh I can be manipulated (Oh posso ser manipulada)
Only so many times (Apenas várias vezes)
Before even "I love you" (Antes mesmo de um "eu te amo")
Starts to feel like a lie (Começou a soar como uma mentira)
You have a hollowed out heart (Você tem um coração oco)
But it's heavy in your chest (Mas é pesado em seu peito)
I've tried so hard to fight it but it's hopeless (Eu tento tanto lutar mais não tem jeito)
Hopeless (hopeless) (Não tem jeito (não tem jeito))
You're hopeless (Você não tem jeito)
Oh father (Oh, pai)
Please, father (Por favor, pai)
I'd love to leave you alone (Eu adoraria te deixar sozinho)
But I can't let you go (Mas não consigo te deixar partir)
Oh father (Oh pai)
Please, father (Por favor, pai)
Put the bottle down (Deixe a garrafa de lado)
For The Love Of A Daughter (Pelo amor de uma filha)
Don't you remember (Você não se lembra?)
I'm your baby girl? (Eu sou sua garotinha)
How could you push me (Como pôde me empurrar)
Out of your world? (Para fora do seu mundo?)
Lied to your flesh and your blood! (A luz da sua lanterna e do seu sangue)
Put your hands on the ones (Colocou sua mão naqueles)
That you swore you loved! (Que você jurou amar)
Don't you remember (Você não se lembra)
I'm your baby girl? (Eu sou sua garotinha)
How could you throw me (Como pôde me jogar)
Right out of your world (Para fora do seu mundo?)
So young when the pain had begun (Tão jovem quando a dor começou)
Now forever afraid of being loved (Agora para sempre com medo de ficar sozinha)
Oh father (Oh, pai)
Please, father (Por favor, pai)
I'd love to leave you alone (Eu adoraria te deixar sozinho)
But I can't let you go (Mas não consigo te deixar partir)
Oh father (Oh pai)
Please, father (Por favor, pai)
Oh father (Oh pai)
Please, father (Por favor, pai)
Put the bottle down (Coloque a garrafa de lado)
For The Love Of A Daughter (Pelo amor de uma filha)
For The Love Of A Daughter (Pelo amor de uma filha)
Eu terminei de cantar com os meus olhos cheios de lágrimas, todos se levantaram e me aplaudiram. Eu sorri, agradeci e desci do palco. Fui até onde meus amigos, meus pais e minhas irmãs estavam. Quando cheguei, todos me elogiaram.
Miley: Amiga, você mandou muito bem. - ela sorrio. -
Selena: É verdade. E a música é muito linda, Demi. - nós ficamos conversando. Até, uma voz a traz de mim, me fazer estremecer. Eu conhecia aquela voz.. não, ele não. Eu virei-me e confirmei o que eu imaginava. Era ele. -
Demi: O que você está fazendo aqui? - eu perguntei com a voz um pouco falhada. Ele estava diferente. Alto, cabelos pretos cortados, barba bem feita e um sorriso no rosto. Estava com uma calça jeans, um tênis e uma blusa muito bonita, por sinal. Ele estava com um ar juvenil. Mais eu ainda não sabia o que diabos ele estava fazendo aqui. Meus amigos olhavam para mim e para ele confusos. Meus pais e minhas irmãs, olhavam confusos e incrédulos. - Pai? O que você está fazendo aqui? - eu falei e nisso todos os meus amigos entenderam. Era ele. Ele tinha voltado. Patrick Lovato, meu pai. Tinha voltado. -
Patrick: Você cantou muito bem. E aliás, ótima música. - ele disse e deu um sorriso meio desanimado. Ele estava diferente. Me encarou com um olhar triste. -
Demi: Pois é, eu escrevi aquela música por experiência própria sabe. - eu falei irônica. Ele me olhou triste. Eu me desarmei. -
Patrick: Pois é. - ele disse com uma voz desanimada. - Então.. ér.. - ele coçou a cabeça. Iria pedir alguma coisa, eu conheço ele. - Demi, nós.. podemos conversar? Outra hora, em outro lugar, claro.
Demi: Eu não sei se deveria. - disse dando um passo para trás. Ele veio para perto de mim, me olhou nos olhos. Seus olhos suplicavam para que eu aceitasse. -
Patrick: Por favor, Demi. - ele pediu com uma voz desanima. Ok. Não faria mal algum, não é? Eu suspirei. -
Demi: Tudo bem. Podemos conversar sim. - ele abriu um sorriso na hora. -
Patrick: Ok. Eu te encontro amanhã, ás 18:00 no Starbucks, pode ser? - ele perguntou. Ele sabia que eu amava o Starbucks. -
Demi: Pode ser, sim.
Patrick: Tudo bem. Agora eu tenho que ir, para casa. Beijos, ér.. filha. - ele praticamente sussurrou a última palavra. Se aproximou mais de mim e me deu um beijo na testa. Olhou-me sorrindo e foi embora. Novamente. Ele sempre vai embora. Tirei esses pensamentos da minha cabeça e voltei a conversar com os meus amigos. -
Levantei-me da minha cama, aonde eu estava perdida em pensamentos. Tomei um banho, sai, passei meus cremes, coloquei minha lingerie, vesti uma roupa qualquer, passei uma make leve e coloquei o meu inseparável All Star. Peguei meu celular e desci. Meu pai Eddie, me esperava no carro. Entrei e fomos conversando até o nosso destino. Quando chegamos, nós nos despedimos.
Eddie: Boa sorte, filha. E, qualquer coisa é só ligar. - ele sorriu para mim, eu apenas assenti e então ele me deu um beijo na testa. Desci do carro e fiquei alguns minutos olhando lá para dentro, passei meu olhar e então vi ele, sentando, me esperando. Entrei e fui até ele que sorrio ao me ver. Sentei-me do outro lado da mesa, de frente para ele. -
Demi: Cheguei. Desculpe se demorei. - sorri simpática. Eu na verdade estava com medo e estava ansiosa. Eu não sei o que aconteceria nessa conversa. Eu estou nervosa demais. Ele sorriu para mim. -
Patrick: Tudo bem, Demi. - o garçom encantador do Starbucks logo chegou, pedimos dois cafés e então esperamos em silêncio. Logo o garçom voltou, com os dois cafés na mão. Entregou e logo se retirou. Eu tomei um gole de meu café e olhei para meu pai, que também me olhava. - Então..
Demi: Por que você voltou? O que você quer de mim? Depois de todos esses anos sem uma carta se quer, sem uma ligação, você voltou. O que você quer, afinal? - eu perguntei rapidamente. Eu queria, eu precisava saber tudo aquilo. -
Patrick: Eu vim ver você. Eu vim falar com você. Eu vim.. pedir perdão. - ele sussurrou as duas últimas palavras. -
Demi: Perdão? Olha só.. - ele me interrompeu. -
Patrick: Deixa eu falar, Demi. - olhou-me e então eu apenas assenti. - Eu sei que fiz você sofrer, que nunca fui um pai de verdade pra você. Eu não me importava muito com as coisas, não sabia o que realmente importava na vida. Você via brigas, me via beber. Quando você foi embora, eu admito, eu pensei que não iria sentir a falta de vocês. Eu pensei. Por que as semanas foram se passando e vocês não voltavam. Eu queria poder mudar as coisas. Eu sentia a sua falta todos os dias, filha. - ele suspirou e logo voltou a falar. - Eu queria poder te ter nos meus braços novamente, como quando você era bebê. - ele deu um leve sorri e eu pude ver uma lágrima escorrendo de seus olhos. - Todas as noites eu deitava na cama e via uma foto nossa. Antes eu não queria nada com nada, não dava bola para as coisas. Até que eu perdi o que mais me importava.. Você! Talvez na época eu pensasse que você não me importava. Mais quando eu te perdi e vi que você não ia voltar. Uma dor súbita me invadiu e me acompanha á todos esses anos. Eu percebi depois que você foi embora, que eu fiz vocês sofrer muito e não merecia o seu amor. Mais você continua sendo minha filha, eu continuava sentindo a sua falta cada vez mais a cada dia que passava. - olhou-me nos olhos. - Muitas vez eu pegava o telefone e discava o seu número. Mais eu não ligava, por medo da sua reação, medo de você não querer nunca mais falar comigo, medo de você me odiar. Muitas vezes eu quis vir atrás de você para te pedir perdão, mais eu não conseguia, me faltava coragem e o medo tomava conta de mim. Eu mudei em todos esses anos. Eu sou mais responsável, a minha vida está nos eixos, sou um cara que vale a pena. E principalmente, parei de beber. Á algumas semanas atrás eu decidi que viria, te pediria perdão. Mais eu não consegui vir antes, por conta do trabalho. Mais eu vim e estou aqui. Te pedindo perdão do fundo do meu coração, Demi. Eu sei que você pode não acreditar no que eu estou falando, pode não querer me perdoar. Mais é que, eu te amo Demi. Eu sempre te amei, te amo e sempre vou te amar minha filha. Você pode não.. - eu o interrompi. -
Demi: Eu te amo, pai. - eu falei rapidamente. Ele me olhou surpreso. Eu simplesmente falei. Afinal, era a verdade. Ele podia ter me feito sofrer, podia nunca ter sido um pai de verdade, mais continuava sendo meu pai e eu continuava o amando. - Você me fez sofrer muito. Várias noites eu me pegava chorando, pensando em você, pensando se você viria atrás de mim, se viria dizer que me amava e que eu continuava sendo a sua filhinha, a sua pequena. - uma lágrima escorreu de meus olhos. - Eu esperava todos os dias que isso acontecesse. Mais os dias, as semanas, os anos foram se passando e você não voltou. Mesmo você tendo me feito sofrer, eu continuo te amando e continuo sendo a sua filha. Então.. eu te perdoo, se é isso que você quer saber.. pai. - eu levantei e sentei ao seu lado. Meu pai olhou-me com um sorriso no rosto e me abraçou. Céus, como eu sentia falta daquele abraço. O abraço do meu pai. Depois que nos separamos do abraço, ele me olhou e disse: -
Patrick: Eu amo você minha filha. - ele disse dando o mais lindo dos sorrisos. -
Demi: Eu amo você pai. - sorri e nos abraçamos novamente. Ele estava me acolhendo em seus braços, novamente. E eu sentia falta disso. Falta de ouvir a voz dele, de sentir seu cheiro, de ouvir suas risadas, de ver seu sorriso, de sentir o seu abraço. Eu podia fingir que não me importa, mais me importava sim. Ele sempre fez falta para mim. Afinal, eu amo o meu pai. -
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